Transição da Patrística e Consolidação da Ortodoxia: Briefing de Análise Histórica (Séculos IV-VIII)
A análise do período compreendido entre o Édito de Milão (313) e o II Concílio de Niceia (787) revela um processo de consolidação doutrinária e institucional movido pela simbiose entre o poder imperial e a Igreja. O encerramento da Patrística no Ocidente não é marcado por um evento único, mas por três respostas distintas ao colapso da infraestrutura romana: a interrupção abrupta da tradição clássica (Boécio), o deslocamento da erudição para a administração pastoral (Gregório Magno) e a preservação do conhecimento através da compilação enciclopédica (Isidoro de Sevilha). Pontos críticos incluem a transição das controvérsias trinitárias para as cristológicas, a prática da condenação póstuma como ferramenta política e a fragmentação do sistema conciliar universal em favor de instâncias regionais no Ocidente.
